Voe pelo delicado coração da Nebulosa do Caranguejo

Voe pelo delicado coração da Nebulosa do Caranguejo

8 de março de 2022 0 Por Jonas Estefanski
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Esta nova renderização em 3D de um famoso remanescente de supernova é linda – e ensinará aos astrônomos mais sobre as mortes explosivas de estrelas.

Estas imagens 3D da Nebulosa do Caranguejo (M1) mostram o objeto visto da Terra à esquerda, e uma visão girada simulada da nebulosa de outro ângulo à direita.

A Nebulosa do Caranguejo (M1) é um dos objetos mais famosos do nosso céu. Esta nuvem de poeira e gás marca o túmulo de uma estrela massiva que se transformou em supernova há cerca de 5.300 anos.

Embora pareça uma mancha de luz borrada e difusa através de escopos menores, instrumentos maiores revelam uma estrutura complicada e tortuosa. E uma nova e impressionante reconstrução 3D das regiões centrais do remanescente está agora levando nossa visão desse objeto milenar para o próximo nível.

Em 3D deslumbrante

Os pesquisadores geraram a nova visão usando o instrumento Spectromètre Imageur à Transformée de Fourier pour l’Etude en Long et en Large de raies d’Emission (SITELLE) no 3,6 metros Canada France Hawaii Telescope (CFHT) em Mauna Kea. Sua reconstrução mostra o Caranguejo em detalhes requintados de todos os ângulos, permitindo que os espectadores aproximem e aproximem a estrutura. A característica mais marcante é a delicada rede de filamentos de gás do remanescente, que se entrecruzam como um favo de mel.

Os astrônomos ainda não sabem exatamente que tipo de estrela produziu a nebulosa que vemos hoje. E com base em sua nova reconstrução, a equipe agora sugere que a morfologia do Caranguejo não corresponde ao tipo de supernova (e, portanto, estrela progenitora) que a maioria pensa que a criou. Os pesquisadores esperam que, ao aproximar os astrônomos – e até mesmo dentro – do Caranguejo, eles sejam mais capazes de determinar o tipo de estrela que explodiu para dar origem a esse objeto incrível.

Visualização em evolução

Embora a luz da supernova explosiva que criou o Caranguejo – que fica a cerca de 6.300 anos-luz de distância – tenha atingido a Terra em 1054 dC, a nebulosa em si não foi descoberta até 1731. (Vinte e sete anos depois, tornou-se a primeira entrada em Charles lista de Messier de “não-cometas”.)

Seu nome vem de um desenho de 1844 de William Parsons, o Terceiro Conde de Rosse, que estudou a nebulosa através de um refrator de 36 polegadas. Sua representação incluía uma longa “cauda” que dava ao objeto a aparência de um caranguejo-ferradura. Desde então, porém, nossa visão do Caranguejo tem melhorado constantemente. Caso em questão: o CFHT que coletou os dados para esta simulação 3D tem quase 16x o poder de captação de luz do telescópio de Parsons. E mesmo antes disso, vistas do Caranguejo com instrumentos maiores e melhores – começando com o retorno de Parsons ao Caranguejo com um telescópio de 72 polegadas em 1848 – renderam imagens cada vez mais precisas que muitas vezes deixavam os amadores se perguntando: “Onde está o caranguejo no Caranguejo?”

FONTE