Via Láctea está crescendo a cada segundo com enorme velocidade

Via Láctea está crescendo a cada segundo com enorme velocidade

4 de fevereiro de 2022 0 Por Jonas Estefanski
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Via Láctea é gigantesca com seus 100 mil anos-luz de diâmetro. Isso significa que, mesmo se tivéssemos uma nave espacial que pudesse alcançar a velocidade da luz demoraríamos cerca de 100 mil anos para atravessá-la de ponta a ponta.

E não podemos nos esquecer que a velocidade da luz é considerada a maior velocidade possível no Universo, percorrendo quase 300 mil quilômetros por segundo (mais exatamente 299.792.458 metros por segundo).

Formada por centenas de bilhões de estrelas, nossa galáxia continua crescendo, segundo um estudo de um grupo de pesquisadores do Instituto de Astrofísica das Canárias, na Espanha.

Gravura Via Lactea

Cristina Martínez-Lombilla, candidata a um doutorado na instituição, afirmou que a descoberta foi possível graças a análise de dados coletados pelo telescópio terrestre SDSS e de mais 2 telescópios espaciais – GALEX e Spitzer – que observaram galáxias espirais como a nossa, que serviram como base para compreender essa mecânica.

Os astrônomos concentraram suas observações nas bordas das galáxias, medindo a luz nessas regiões, e principalmente a velocidade de estrelas mais jovens, tentando calcular quanto tempo elas levariam para se afastarem de seus locais de nascimento.

Com base nessas e em outras avaliações os especialistas calculam que galáxias como a Via Láctea crescem cerca de 500 metros por segundo, ou cerca de 200 quilômetros em doze minutos.

Gravura Via Lactea 2

“A Via Láctea já é bem grande. Mas nosso estudo mostra que pelo menos a parte visível dela está lentamente aumentando, conforme estrelas se formam nos subúrbios galácticos. Não é tão rápido, mas se você avançar no tempo e olhar para a galáxia em três bilhões de anos, ela se tornaria cerca de 5% maior do que hoje” disse Martínez-Lombilla na publicação da revista da ‘Royal Astronomical Society’.

De qualquer forma esse crescimento já tem data para acabar, já que em cerca de quatro bilhões de anos a nossa Via Láctea deve colidir com sua vizinha Andrômeda, mudando radicalmente o formato de ambas e de todo seu entorno.