Telescópio James Webb flagra belo par de galáxias distantes em colisão

Telescópio James Webb flagra belo par de galáxias distantes em colisão

25 de outubro de 2022 0 Por Jonas Estefanski
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Uma nova foto tirada pelo telescópio James Webb revela IC 1623 A e B, um par de galáxias interagindo a cerca de 270 milhões de anos-luz da Terra. Localizadas em direção à constelação Cetus, a Baleia, as galáxias estão mergulhando uma em direção a outra em um processo de fusão, enquanto formam novas estrelas a uma taxa 20 vezes maior que aquela da Via Láctea.

O sistema de galáxias é bastante brilhante em comprimentos de onda da luz infravermelha, ou seja, é perfeito para os instrumentos do James Webb. Para observá-lo, a equipe de astrônomos usou os instrumentos Mid-InfraRed Instrument (MIRI), Near-InfraRed Spectrograph (NIRSpec) e Near-InfraRed Camera (NIRCam).

Cada um capturou dados variados, que resultaram na imagem abaixo:

Par de galáxias IC 1623 observado pelo telescópio James Webb (Imagem: Reproduçaõ/ESA/Webb, NASA & CSA, L. Armus & A. Evans/R. Colombari)

Na foto, vemos o gás servindo como combustível de berçários estelares, enquanto as áreas vermelhas com pontos dourados indicam regiões de formação estelar. Os núcleos da dupla de galáxias são bastante brilhantes e, devido à difração da luz, eles brilham com oito “pontas”. Ao fundo, estão pequenas galáxias em tons de laranja e azul.

A fusão destas galáxias é de interesse para os astrônomos há tempos, e já foi observada por outros telescópios espaciais — entre eles, está o telescópio Hubble. As estrelas em formação emitem intensa luz infravermelha e as galáxias podem estar formando um buraco negro supermassivo, mas estes processos ficam “escondidos” do Hubble devido à poeira, que oculta os comprimentos de onda visíveis para este telescópio.

Abaixo, você confere uma breve animação, que compara as observações do sistema IC 1623 pelo telescópio Hubble e o Webb:

Já no caso do telescópio James Webb, a alta sensibilidade à luz infravermelha somada à resolução para estes comprimentos de onda permite observar através da poeira. Os novos dados vão ajudar a comunidade astronômica a entender melhor a complexidade dos sistemas galácticos, além de explorar as capacidades do telescópio.

Fonte: ESA (12)