Telescópio Hubble flagra explosão cósmica fora do normal

Telescópio Hubble flagra explosão cósmica fora do normal

4 de fevereiro de 2022 0 Por Jonas Estefanski
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Uma estranha explosão cósmica foi captada pelo Telescópio Espacial Hubble. Em uma nova imagem feita pelo observatório, é possível ver a galáxia anã NGC 1705 brilhando em um fundo de luz cintilante e entre nuvens vermelhas. 

Localizada na constelação de Pictor, a 17 milhões de anos-luz da Terra, a minúscula galáxia foi descrita pela Agência Espacial Europeia (ESA) como uma “esquisitona cósmica”. Isso porque ela é pequena, tem formato irregular e recentemente passou por uma incomum “explosão de natalidade” estelar, chamada pelos astrônomos de “starburst”

Uma nova imagem da galáxia anã NGC 1705 foi tirada pelo Telescópio Espacial Hubble. Crédito da imagem: ESA/Hubble & NASA, R. Chandar

Galáxias anãs irregulares tendem a conter poucos elementos além de hidrogênio ou hélio, e são consideradas semelhantes às primeiras galáxias que surgiram no Universo.

Galáxia NGC 1705 já foi vista pelo telescópio Hubble em 1999

Os dados mostrados na imagem vêm de uma série de observações projetadas para desvendar a interação entre estrelas, aglomerados estelares e gás ionizado em galáxias próximas. 

Ao observar um comprimento de onda específico de luz conhecido como H-alpha com a Wide Field Camera 3 do Hubble, os astrônomos pretendiam descobrir milhares de nebulosas de emissão — regiões criadas quando estrelas jovens e quentes banham as nuvens de gás ao seu redor em luz ultravioleta, fazendo com que brilhem.

Esta não foi a primeira vez que NGC 1705 foi capturada pelo Hubble. Em 1999, os astrônomos olharam para o coração da galáxia usando a câmera de trabalho do Hubble na época, a Wide Field Planetry Camera 2, instrumento que foi substituído pela Wide Field Camera 3. 

A substituição se deu durante a quinta e última missão presencial no Hubble, em 2009, e o instrumento mais novo, levado até o observatório via ônibus espacial da Nasa, forneceu agora um retrato mais rico e muito mais detalhado da galáxia NGC 1705 do que a observação anterior.