Sodoma e Gomorra Confirmada! Explosão de Meteoro destruiu cidade do Oriente Médio há 3.600 anos

Sodoma e Gomorra Confirmada! Explosão de Meteoro destruiu cidade do Oriente Médio há 3.600 anos

15 de janeiro de 2022 0 Por Jonas Estefanski
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Realmente foi um asteroide que destruiu as cidades de Sodoma e Gomorra como consta em relatos bíblicos
Já faz um bom tempo que pesquisadores trabalham em escavações no sítio arqueológico de Telel Hamã, no Oriente Médio, onde descobriram uma camada “derretida” de aproximadamente 1,5 m de carvão, cinzas, tijolos e cerâmica.

Tudo indicava que o local sofreu uma terrível tempestade de fogo que destruiu a região gerando essa camada. A grande dúvida era o que teria causado esse evento extremo.
Mas agora, finalmente uma equipe de arqueólogos encontrou evidências de que o evento devastador foi causado por uma rocha espacial – um asteroide.
De acordo com as pesquisas, o asteroide explodiu sobre a cidade a cerca de 3.600 anos atrás, com uma força aproximada de 1.000 bombas atômicas como as de Hiroshima. 

A extensão do evento de Tunguska colocada na região do Oriente Médio, no Mar Morto

A extensão do evento de Tunguska, na Sibéria, sobreposta na região do Oriente Médio, no Mar Morto.Créditos: Nature / divulgação
As estimativas revelam que a rocha em questão media cerca de 50 metros, explodindo 4 km acima do solo, o que elevou a temperatura do ar para mais de 2.000 ºC e gerou uma onda massiva de choque que se espalhou a mais de 1.200 km/h.

De acordo com os especialistas, 1.200 km/h é algo muito maior que o mais gigantesco tornado já registrado, ou seja: mais que suficiente para esmagar qualquer cidade. 
Os trabalhos no local mostraram que a camada escura de aproximadamente 1,5 metros de espessura que cobria o local, e que foi chamada de “camada da destruição”, tinha também pequenos fragmentos diamantoides, que como o nome sugere, são tão duros quanto diamantes. 

Tais estruturas devem ter sido formadas a partir da madeira e plantas da região, que imediatamente foram transformados nesse material parecido com o diamante em função das altas temperaturas e pressões do impacto – experiências em laboratório mostraram que cerâmica e tijolos derretem a temperaturas acima de 1.500 ºC. 
Além dos diamantoides, a camada de destruição revelou também esférulas, que são bolinhas menores que partículas de poeira formadas por ferro e areia vaporizados, materiais que também derretem acima de 1.590 ºC. 

As escavações também mostraram que a camada superficial da cerâmica e do vidro derretido tinha pequenos grãos metálicos que requerem altíssimos pontos de ebulição e até partículas de irídio, que derretem a 2.466 ºC. 

Sodoma e Gomorra por Jacob de Wet II em 1680

Sodoma e Gomorra por Jacob de Wet II em 1680.Créditos: Domínio Público
Essas evidências indicam que as temperaturas da cidade ficaram bem acima do que qualquer vulcão ou incêndio poderia causar, revelando que o único evento que pode explicar o ocorrido é um impacto cósmico.
Depois de algumas simulações, os pesquisadores criaram alguns cenários e concluíram que o causador de toda essa destruição formidável foi um asteroide parecido com aquele que devastou milhões de árvores na cidade de Tunguska, na Rússia, em 1908

Vale lembrar que materiais e cenário similares a esse foram encontrados em outros locais atingidos por rochas espaciais, como Tunguska e a cratera de Chicxulub, formada pelo asteroide que aniquilou os dinossauros
Os pesquisadores inclusive acreditam que uma possível descrição acabou sendo relatada na Bíblia, através da história que descreve a devastação de um centro urbano próximo do Mar Morto.
colisão desse asteroide também explicariam o abandono da cidade e de outros assentamentos em seus arredores por alguns séculos após o ocorrido, já que a explosão poderia ter vaporizado e espalhado níveis tóxicos de água do Mar Morto pelo vale, impedindo o cultivo de plantações por toda a região.

Localização de Tall el Hammam no Oriente Médio - NASA - West et al

Localização de Tall el Hammam no Oriente Médio.Créditos: NASA / West et al
O estudo também ressalta a importância de monitorarmos esse ameaçadores objetos espaciais, afinal novos eventos como esse fatalmente ocorrerão no futuro. Hoje, já conhecemos mais de 26.000 asteroides próximos da Terra, e há outros tantos milhões desconhecidos, ou seja: qualquer cidade pode sofrer no futuro esse mesmo evento extremo que dizimou Telel Hamã.
Todos os detalhes da pesquisa foram resultado de quase 15 anos de escavações e análises de materiais das ruínas da cidade. O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Scientific Reports.