Pescadores encontram novos destroços de foguete da China

Pescadores encontram novos destroços de foguete da China

18 de agosto de 2022 0 Por ucrhyan
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A Guarda Costeira das Filipinas (PCG) anunciou nesta terça-feira (2) a recuperação de um objeto metálico a cerca de 160 km de Mamburao, capital da província de Mindoro, nas Filipinas. O objeto foi encontrado por pescadores no dia 26 de julho e, além de ter parte da bandeira chinesa, mostra também um pouco de uma identificação similar àquela do foguete Long March 5B lançado recentemente pela China.

No dia 24 de julho, a China lançou um foguete Long March 5B levando o Wentian, o novo módulo da estação espacial chinesa Tiangong. O lançamento gerou controvérsia em meio à comunidade internacional, já que o veículo acabou reentrando descontroladamente na atmosfera terrestre no dia 31, apenas alguns dias antes de os pescadores encontrarem os destroços. Como eram muito grandes, os pescadores só coletaram alguns dos objetos.

Pescadores analisando detritos que parecem ser de um foguete da China (Imagem: Reprodução/Philippine Coast Guard)

Após inspeções visuais, a Agência Espacial das Filipinas (PhilSA) confirmou que um dos detritos metálicos é parte do foguete chinês, mas observou que o fragmento não faz parte do estágio central que reentrou na atmosfera no dia 31. Naquela noite, observadores na Malásia conferiram a reentrada de possíveis detritos do foguete Long March 5B, usado no lançamento.

Segundo a PhilSA, os detritos recuperados pela PCG fazem parte da carenagem de cargas úteis do foguete, que é descartada conforme o veículo chega ao espaço. Normalmente, os estágios descartados são direcionados para caírem em zonas determinadas com antecedência, para reduzir os riscos de seguirem em direção a áreas de alta densidade populacional.

Jay Batongbacal, diretor do Instituto de Assuntos Marítimos e Legislação Marinha, na Universidade das Filipinas, observou que isso significa que a população foi duplamente atingida pelo lançamento da China: uma no início, e outra depois. “Isso mostra que o risco é maior para nós, porque estamos sob a rota de voo da maioria dos foguetes chineses”, disse.

Fonte: PNAPhilSA