Os planetas mais aterrorizantes já descobertos segundo a NASA

Os planetas mais aterrorizantes já descobertos segundo a NASA

1 de setembro de 2022 0 Por Jonas Estefanski
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Confira os exoplanetas extremos com condições inacreditavelmente mortais para nós humanos e pra qualquer outra forma de vida que conhecemos

Existem muitos planetas assustadores no Universo. Mas mesmo em meio a toda diversidade do Cosmos, alguns locais se destacam e já podem ser considerados os exoplanetas mais perigosos e horripilantes já descobertos.

Prepare-se para conhecer alguns dos mais incríveis e aterrorizantes mundos, que fazem parte de uma lista da própria NASA.

O planeta mais escuro de todos

O primeiro objeto da lista é um gigante de gás escuro chamado de ‘TrES-2b‘, que orbita a estrela ‘TrES-2’, que é uma Anã Amarela, localizada cerca de 750 anos-luz distante da Terra.

Olhando mais de perto vemos que, devido a sua composição química ainda misteriosa, esse planeta absorve mais de 99% de toda a luz lançado sobre ele, em um tipo de reação de elementos que, provavelmente, nunca vimos antes. E são exatamente essas reações desconhecidas que fazem ‘TrES-2B’ ser o exoplaneta mais escuro que conhecemos até hoje. 

exoplaneta mais escuro de todos - exoplaneta TrES-2B

Ilustração artística do exoplaneta mais escuro de todos -TrES-2b.

Créditos: divulgação

Esse gigante de gás escuro foi descoberto em 21 de agosto de 2006, mas muitos detalhes sobre ele só foram descobertos muitos anos depois, como por exemplo sua massa de 1.2 vezes a de Júpiter, sendo quase 30% maior que nosso gigante mais próximo.

Sua atmosfera apresenta absurdos 1000 graus Celsius, o que dá ao planeta um discreto brilho fantasmagórico bem difuso, como se estivesse em brasa. Ainda assim, com toda sua estranheza sombria, ele ainda não pode ser considerado o planeta mais ameaçador que conhecemos.

O planeta mais infernal

Um outro exoplaneta chamado ‘55 Cancri e‘, que orbita a estrela ’55 Cancri A’, descoberto em 30 de agosto de 2004, tem cerca de 8 vezes a massa da Terra, e quase 2 vezes o diâmetro do nosso planeta.

Esse estranho mundo tem um lado onde é eternamente dia e outro eternamente noite. Seu lado diurno atinge cerca de 2400 graus Celsius, e se você achava que o lado noturno seria menos infernal, se prepare para seus nada “refrescantes” 1300 graus Celsius .

Essas temperaturas terríveis ocorrem, dentre vários motivos, devido a proximidade desse exoplaneta com sua estrela: 0,0183 UAs ou cerca de 2.700.000 km. 

exoplaneta 55 Cancri e

Ilustração artística do exoplaneta 55 Cancri e.

Créditos: divulgação

Isso pode parecer muito, mas em termos astronômicos é muito perto, e basta lembrar que isso equivale a menos de 8 vezes a distância entre a Terra e a Lua.

Além dessa proximidade, as altas temperaturas de 55 Cancri e também poderiam ser resultado de sua atividade vulcânica que liberaria muitas nuvens de poeira criando um fabuloso efeito estufa, que impede o calor de escapar pro Espaço.

Ele não é o único planeta que orbita sua estrela, com outros quatro objetos fazendo parte de seu sistema e que, provavelmente apresentam condições menos terríveis.

Planeta Poltergeist – eletricamente ativo

Já nosso próximo concorrente extremo é apelidado de Poltergeist, e pelo seu apelido já imaginamos como ele é aterrorizante.

exoplaneta PSR 1257+12c localiza-se a apenas 0.36 UAs do centro de um sistema de Pulsar, que é uma estrela de nêutrons que transforma energia rotacional em energia eletromagnética, criando enormes campos elétricos em sua superfície. 

exoplaneta PSR 1257+12c

Ilustração artística do exoplaneta PSR 1257+12c.

Créditos: divulgação

Ou seja, o exoplaneta Poltergeist não poderia sobreviver a um evento de supernova que aconteceu no passado, antes que esse sistema de pulsar surgisse, o que significa que ele deve ter se formado depois desse evento cataclísmico, tendo seu material sido proveniente de uma nebulosa criada após a imensa explosão. Outra teoria afirma que o pulsar pode ter se formado após a fusão de 2 estrelas anãs brancas, que ao contrário de supernovas, nem sempre terminam em explosões apocalípticas.

Ainda assim, como esse é o 1º objeto desse tipo que já descobrimos, ainda não temos uma explicação definitiva para sua origem. 

Esse bizarro sistema localiza-se a 2300 anos-luz de distância da Terra, e a massa do exoplaneta “Poltergeist” é cerca de 4 vezes a massa do nosso planeta.

Já a razão de ele ser considerado tão aterrorizante, nem é sua propriamente, mas sim do pulsar que ele orbita, já que os fortes campos elétricos desse Pulsar simplesmente destruiriam qualquer vida como conhecemos e qualquer coisa coisa eletrônica, como naves ou sondas ao seu redor.

Mas mesmo estando em um local tão absurdamente inóspito, Poltergeist ainda não é mais terrível do que o próximo exoplaneta da lista, que simplesmente vaporizaria qualquer coisa que chegasse perto demais…

O planeta mais quente

Kepler 70b é o exoplaneta mais quente que conhecemos. Ele orbita a estrela sub-anã Kepler 70, com uma temperatura de superfície maior do que do nosso Sol, excedendo 6800 graus celsius.

Ele é um exoplaneta pequeno, com apenas 44% da massa da terra, e 76% de seu diâmetro, e seu dia dura apenas 6 horas. Além disso ele também detém um outro recorde, orbitando seu planeta vizinho na menor distância que já conhecemos, a apenas 240.000 km, o que representa pouco mais da metade da distância entre a Terra e a Lua.

Kepler 70b

Ilustração artística do exoplaneta Kepler 70b.

Créditos: divulgação

Cientistas acreditam que sua temperatura extremamente alta se deve ao fato dele ter sido parte de sua estrela no passado, o que colocaria em cheque sua classificação de exoplaneta. De qualquer forma essa questão ainda não foi resolvida, deixando o status de Kepler 70b em aberto.

E agora temos que lembrar que esse pequeno exoplaneta terrivelmente inóspito ainda não bateu o recorde de ser o mais próximo de sua estrela. Essa honra (se é que podemos chamar assim), fica com o planeta WASP-12b, localizado 870 anos-luz de distância.

Com quase 2 vezes o tamanho de Júpiter e quase 50% mais massivo que nosso gigante gasoso, WASP-12b está separado de sua estrela por míseras 0.03 UAs, o que representa pouco mais de 4 milhões de kms. Vale lembrar que a distância entre a Terra e o Sol são de cerca de 149 milhões de km.

Só por estar tão perto de sua estrela, já podemos imaginar como suas condições são inóspitas, e de fato, com seus 2.200 graus celsius de temperatura, nada que conhecemos poderia sobreviver por lá.

Exoplaneta WASP-12b

Ilustração artística exoplaneta WASP-12b.

Créditos: divulgação

E como se isso já não fosse horrível o suficiente, sua estrela ainda está lentamente sugando sua massa, quase como um buraco negro faria, e em poucos milhões de anos ele deve ser completamente destruído.

E fica pior

Depois de tanta “calamidade exoplanetária” fica difícil imaginar que a lista da NASA possa apresentar algum local ainda mais horripilante, mas sim, ele existe!

Em 1º lugar na lista dos exoplanetas mais Aterrorizantes temos o gigante Azul de gás HD 189733 b.

Ventos mais mortais do Universo

Do tamanho de Júpiter, o exoplaneta HD 189733b orbita uma anã laranja a cerca de 63 anos-luz do nosso Sistema Solar. A primeira vista se parece bastante com a Terra, e por isso poderíamos pensar que é um local seguro. Mas em sua atmosfera enfrentaríamos ventos que ultrapassam 8.000 km/h.

Para termos uma ideia, o furacão Allen que atingiu o caribe na década de 1980, sendo o mais forte já registrado na história do nosso planeta, marcou no máximo 305 km/h.

Ilustração artística do exoplaneta HD 189733b

Ilustração artística do exoplaneta HD 189733b.

Créditos: divulgação

Embora sua cor azul possa parecer convidativa, ela não se deve a oceanos, mas sim a uma composição bizarra de hidrogênio e silicatos, que somados a sua pequena distância, cerca de 30 vezes mais próximo  de sua estrela do que a Terra do Sol, garante condições inacreditavelmente torturantes.

Além dos ventos inimagináveis, este planeta extremo também tem um lado onde é sempre dia e outro onde é sempre noite, com temperaturas de mais de 900 graus Celsius no lado diurno e pelo menos 450 graus no lado noturno. 

E pra tudo ficar ainda mais radical, o hidrogênio e as partículas de silicato em sua atmosfera são responsáveis por chuvas de vidro derretido!

Em 2007 o telescópio espacial Hubble nos deu mais dados sobre esse planeta assustador, e descobrimos que sua atmosfera, além dos silicatos, contém também partículas de ferro, óxido de alumínio, vapor, oxigênio, compostos orgânicos de metano e monóxido de carbono.

Os elementos indicam atividades desconhecidas na atmosfera do planeta, que permanecem um mistério.

Esses exoplanetas aterrorizantes devem permanecer como locais onde provavelmente (e para o nosso próprio bem) nunca chegaremos. Exoplanetas extremos com condições inacreditavelmente mortais para nós humanos e pra qualquer outra forma de vida que conhecemos.

Eles também podem nos lembrar de como somos afortunados por termos nosso planeta Terra, e da importância de preservá-lo.