O QUE SERÁ ESTE MISTERIOSO OBJETO NA VIA LÁCTEA QUE SURPREENDE OS ASTRÔNOMOS?

O QUE SERÁ ESTE MISTERIOSO OBJETO NA VIA LÁCTEA QUE SURPREENDE OS ASTRÔNOMOS?

1 de fevereiro de 2022 0 Por Jonas Estefanski
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Ele intriga os cientistas por ser incrivelmente brilhante e apresentar um campo magnético poderoso

Uma equipe australiana de cientistas anunciou a descoberta de um objeto giratório na Via Láctea que não se parece com nada conhecido. A cada 18 minutos, durante um minuto inteiro, ele libera uma gigantesca explosão de radiação eletromagnética. 

Campo magnético poderoso

Apesar de ser frequente a descoberta de objetos que pulsam energia em diferentes regiões do universo, os astrônomos afirmam que geralmente são pulsações muito breves, e por isso um minuto de atividade é algo absolutamente incomum. 

O objeto foi encontrado por meio de uma técnica inovadora desenvolvida por Tyrone O’Doherty, estudante da Universidade de Curtin, na Austrália, usando as observações do telescópio Murchison Widefield Array. O estudante faz parte de uma equipe de astrônomos chefiados pela astrofísica Natasha Hurley-Walker, que trabalha na Universidade de Curtin, no Centro Internacional para a Pesquisa de Radioastronomia (ICRAR).

Ponto da Via Láctea onde foi detectado o objeto
Ponto da Via Láctea onde foi detectado o objeto


Segundo os pesquisadores do ICRAR, o objeto “aparecia e desaparecia durante algumas horas […] e isso foi totalmente inesperado. E um pouco assustador para um astrónomo, já que não há nada conhecido no céu que se comporte dessa forma”. Os cientistas também explicaram que o objeto está situado a cerca de 4 mil anos-luz da Terra. 

O objeto brilha com uma intensidade incrível, e possui um campo magnético muito poderoso. É por isso que uma das hipóteses propostas pelos pesquisadores é que pode se tratar de uma estrela de nêutrons, ou uma anã branca, ou seja, uma estrela colapsada. No entanto, ainda não há uma solução para o enigma: “Mais detecções indicarão aos astrônomos se trata-se de um evento único e raro ou de uma grande população nova que nunca havíamos notado”, concluiu Hurley-Walker.  

Fontes La NaciónImagens iStock e NASA/Divulgação