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O que é a constante de Planck – e o que ela tem a ver com ‘Stranger Things’



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o último episódio da terceira temporada de Stranger Things, uma constante da física é a chave para Hopper (David Harbour) e Joyce (Winona Ryder) abrirem um cofre localizado no laboratório ultrassecreto que espiões russos construíram na cidade de Hawkins.

O número em questão é a constante de Planck. Com a sequência numérica errada em mãos, Hopper não consegue destravar o cofre. Mas, graças aos conhecimentos científicos de Suzie, a (até então misteriosa) namorada de Dustin (Gaten Matarazzo), o policial tem acesso à caixa e segue a luta contra os russos para salvar o planeta.

Mas, que raios é essa tal constante de Planck? Tem a ver com energia e radiação – conceitos muito presentes na trama da série da Netflix. Essa constante foi proposta pelo físico alemão Max Planck, em 1900. Foi ele quem deu início aos estudos da física quântica.

Inclusive, o termo “quântica” tem a ver com a teoria por trás da constante que ele desvendou. A palavra se refere a uma “quantia ou quantidade determinada”, o que Planck chamou de quantum. Ele descobriu que, para cada partícula de um átomo (elétrons, prótons…), há uma quantidade específica de energia consumida (E) e de frequência de radiação emitida (v). A constante de Planck (representada pelo símbolo h) é o número que se obtém sempre que se divide uma pela outra. E ela é chamada de “constante” porque é sempre a mesma, não importa qual partícula seja considerada.

No caso, h = 6.62607015 x 10^-34  J.s

Em Stranger Things, o número que Suzie passa para Dustin é um pouco diferente: 6.62607004, uma abreviação de 6.62607004 x 10^-34  J.s. Esse era o valor usado até 2017. Graças a tecnologias recentes, foi possível chegar a um número ainda mais preciso.

 

A constante é uma das mais importantes da física quântica. Até sua descoberta, imperava a máxima de que uma partícula se comportava apenas emitindo luz (energia) ou ondas (radiação). O achado de Planck mostrou que, na verdade, as duas grandezas atuam simultaneamente e em quantidades específicas que variam de acordo com o tipo de átomo.

O alemão foi laureado com o Nobel de Física em 1918 pela sua descoberta – e, um século depois, é homenageado no mundo fantástico e assustador de Hawkins.

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