NASA transforma em música as imagens do espaço feitas pelo telescópio James Webb

NASA transforma em música as imagens do espaço feitas pelo telescópio James Webb

2 de setembro de 2022 0 Por Jonas Estefanski
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Dados visuais foram convertidos em áudio, resultando em paisagens sônicas incríveis

Pesquisadores da NASA transformaram em música algumas das mais incríveis imagens do espaço feitas pelo telescópio James Webb. Cientistas, músicos e um membro da comunidade de cegos e deficientes visuais foram os responsáveis por traduzir os dados visuais e convertê-los em sons. Assim, as nebulosas de Carina e do Anel Sul e o exoplaneta Wasp-96 b tiveram suas cores e formas transformadas em áudio.

Sonificações espaciais

“A música toca nossos centros emocionais”, disse Matt Russo, músico e professor de física da Universidade de Toronto. “Nosso objetivo é tornar as imagens e os dados do Webb compreensíveis por meio do som, ajudando os ouvintes a criar suas próprias imagens mentais”, completou.

Nebulosa de Eta Carinae

Essas “faixas musicais” não são sons reais gravados no espaço. Na verdade, Russo e seu colaborador, o músico Andrew Santaguida, mapearam os dados do Webb, transformando-os em som. Em seguida, eles compuseram cuidadosamente as músicas para representar com precisão os detalhes nos quais a equipe gostaria que os ouvintes se concentrassem. “De certa forma, essas sonificações são como dança moderna ou pintura abstrata – elas convertem as imagens e dados de Webb em um novo meio para envolver e inspirar os ouvintes”, disseram os pesquisadores da NASA.

Confira abaixo os resultados:

Penhascos Cósmicos na Nebulosa Carina

Uma imagem infravermelha dos Penhascos Cósmicos na Nebulosa Carina, capturada pelo Telescópio Webb foi transformada em uma sinfonia de sons. Os músicos atribuíram notas únicas às regiões semitransparentes e transparentes e às áreas muito densas de gás e poeira na nebulosa, culminando em uma paisagem sonora vibrante.

Nebulosa do Anel Sul




Nessa sonificação, as cores das imagens foram mapeadas para que as frequências de luz fossem convertidas diretamente em frequências de som. A luz infravermelha próxima é representada por uma faixa de frequências mais alta no início da faixa. No meio do caminho, as notas mudam, tornando-se mais baixas no geral para refletir que o infravermelho médio inclui comprimentos de onda mais longos de luz.

Exoplaneta WASP-96 b

O Telescópio Webb observou as características atmosféricas do exoplaneta gigante de gás quente WASP-96 b – que contém assinaturas claras de água – e os pontos de dados individuais do espectro de transmissão resultantes foram traduzidos em som.