NASA divulga novas fotos de berçário de estrelas feitas pelo telescópio James Webb

NASA divulga novas fotos de berçário de estrelas feitas pelo telescópio James Webb

8 de novembro de 2022 0 Por Jonas Estefanski
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O Telescópio Espacial James Webb da NASA capturou uma nova visão em luz infravermelha dos Pilares da Criação, situados na vasta Nebulosa da Águia, que fica a 6.500 anos-luz de distância.

Nas imagens, milhares de estrelas que existem nesta região parecem desaparecer, já que elas normalmente não emitem muita luz no infravermelho médio, mas muitas estrelas jovens que ainda não se desfizeram de suas “capas” empoeiradas podem ser observadas. Além disso, camadas aparentemente infinitas de gás e poeira chamam a atenção.

Segundo o portal Business Insider, as fotografias incluem um aglomerado de estrelas a 5,6 bilhões de anos-luz de distância da Terra. A reportagem aponta que a luz do sistema MACS0647-JD é dobrada e ampliada pela enorme gravidade do aglomerado de galáxias MACS0647.

A cena capturada há pouco pelo Telescópio Espacial James Webb já havia sido registrada outras vezes no passado. A primeira foi em 1995 pelo Telescópio Espacial Hubble. Em 2014, o mesmo equipamento revisitou o local.

A NASA aponta que, a cada observação, os astrônomos obtêm novas informações e, por meio de suas pesquisas em andamento, constroem uma compreensão mais profunda dessa região de formação de estrelas.

“Cada comprimento de onda de luz e instrumento avançado fornece contagens muito mais precisas de gás, poeira e estrelas, que informam os modelos dos pesquisadores sobre como as estrelas se formam”, relatou a agência espacial dos Estados Unidos. “Como resultado da nova imagem, os astrônomos agora têm dados de resolução mais alta em luz infravermelha média do que nunca, e analisarão suas medições de poeira muito mais precisas para criar uma paisagem tridimensional mais completa desta região distante”, acrescenta.

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Galáxia Roda de Carro (Foto: Divulgação/NASA)
Galáxia Roda de Carro (Foto: Divulgação/NASA)

O formato peculiar da “Galáxia Roda de Carro” chama a atenção e, agora, os cientistas têm mais informações sobre o agrupamento estelar. As novas imagens divulgadas nesta terça-feira (2), pela Nasa, agência aeroespacial dos Estados Unidos, mostram as mudanças ocorridas na galáxia ao longo de bilhões de anos e indicam como ela será no futuro. Trata-se de mais um registro inédito do telescópio espacial James Webb.

As imagens apontam que a “Galáxia Roda de Carro” está em um processo de transição. Antes uma galáxia espiral como a Via Láctea, ela surgiu a partir da colisão em alta velocidade com outra menor, que transformou suas formas e estruturas. Agora, ela ostenta dois anéis que se expandem para fora do centro de colisão e um buraco negro, e deve continuar se modificando.

A cerca de 500 milhões de anos-luz da Terra, a “Roda de Carro” fica localizada na constelação Escultor e recebe dos astrônomos a definição de galáxia em anel, que é menos comum que as espirais. Em seu núcleo, há uma grande quantidade de poeira quente e, nas áreas mais brilhantes da imagem, estão aglomerados de estrelas jovens. No anel externo, novas estrelas se formam com a sua expansão.

Imagem Galáxia Roda de Carro feita pelo telescópio James Webb (Foto: Divulgação/NASA)
Imagem Galáxia Roda de Carro feita pelo telescópio James Webb (Foto: Divulgação/NASA)

Até o momento, a grande quantidade de poeira dificultava a percepção de detalhes da galáxia. Por isso, registros como os feitos pelo telescópio Hubble não conseguiam análises mais aprofundadas. O diferencial do telescópio espacial James Webb, lançado ao espaço no fim do ano passado e que integra um programa internacional liderado pela Nasa em parceria com a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Canadense, é sua capacidade de detectar luz infravermelha. Com o equipamento chamado de Near-Infrared Camera (NIRCam), é possível ver mais estrelas, que não ficam tão escondidas pela poeira espacial.

Para especialistas, a divulgação das imagens captadas pelo James Webb inaugura uma nova era da Astronomia e mostra o potencial do observatório em ajudar a responder a alguns mistérios da Física e da Biologia, além de incentivar outras missões de grande porte.