Maior peixe de água doce do mundo, uma raia de 300 kg, é encontrada em rio do Camboja

Maior peixe de água doce do mundo, uma raia de 300 kg, é encontrada em rio do Camboja

21 de junho de 2022 0 Por Jonas Estefanski
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É simplesmente impressionante: 300 kg e quase 4 metros de comprimento e 2,2 metros de largura. Essas são as dimensões da gigantesca raia encontrada por um pescador no rio Mekong, no Camboja. A descoberta se deu no dia 13 de junho, quando o homem se deparou com o imenso animal na ilha de Koh Preah e entrou em contato com uma organização local alertando que tinha achado uma “raia bem grande”.

“Em 20 anos pesquisando peixes gigantes em rios e lagos em seis continentes, este é o maior peixe de água doce que encontramos ou que foi documentado em qualquer lugar do mundo”, afirmou Zeb Hogan, biólogo que lidera o projeto de conservação Wonders of the Mekong.

A raia gigante, uma fêmea, é da espécie Urogymnus pol­ylepis. Observada em grandes rios e estuários no sudeste da Ásia e Bornéu, ela está ameaçada de extinção. Como atualmente é muito raro avistá-la, pouco se sabe sobre seu comportamento e características.

Todavia, essa é quarta raia gigante avistada na mesma região nos últimos dois meses, todas elas fêmeas (mas nenhuma tão grande como essa última). Pesquisadores desconfiam que a área pode ser um importante local de desova para a espécie.

Antes de devolver o animal gigante ao rio, cientistas instalaram um dispositivo de rastreamento perto da cauda e assim conseguirão monitorá-la.

Ao trabalhar com as comunidades locais, os pesquisadores do Wonders of the Mekong recebem notificações de quaisquer raias gigantes capturadas acidentalmente por pescadores.

O rio Mekong percorre seis países: Camboja, Laos, Tailândia, China, Mianmar e Vietnã. Apesar de sua rica biodiversidade, enfrenta graves problemas com a expansão urbana e a poluição.

Muitas espécies de peixes do Mekong realizam migrações de curta ou longa distância como parte de seus ciclos de vida para acessar habitats importantes, como planícies aluviais, piscinas profundas e florestas inundadas. “Compreender quando e para onde os peixes migram é importante para garantir que os habitats-chave permaneçam conectados e para que eles possam completar seus ciclos de vida”, ressalta a equipe do projeto.

Fotos e informações: Fishbio