Júpiter é atingido por rocha provocando maior clarão já registrado neste século em explosão gigante

Júpiter é atingido por rocha provocando maior clarão já registrado neste século em explosão gigante

8 de julho de 2022 0 Por ucrhyan
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Uma explosão em Júpiter, com força equivalente a 2 milhões de toneladas de TNT, provocou o maior clarão registrado da Terra no gigante gasoso dos últimos 28 anos. O fenômeno foi causado pelo impacto de uma rocha e, segundo os cientistas, pode ter sido semelhante à colisão de meteoritos da história recente da Terra.

O caso aconteceu em outubro do ano passado, mas só agora uma pesquisa com mais detalhes sobre o que aconteceu no impacto foi divulgada. De acordo com a  Universidade de Kyoto, no Japão, esse foi o maior registro de explosão em Júpiter desde 1994, quando o cometa  Shoemaker-Levy 9 causou uma explosão equivalente a 300 milhões de bombas atômicas e deixou marcas na atmosfera de Júpiter.

Rocha em Júpiter

O registro atual foi feito pela Câmera de Observação Planetária para Pesquisas de Transiente Óptico (PONCOTS),  projeto criado para acompanhar especificamente as explosões e clarões em Júpiter. Essa foi a primeira vez que um impacto no planeta foi registrado por um observatório dedicado, até então os flagrantes eram feitos principalmente por astrônomos independentes. 

Segundo estimativas, a rocha tinha entre 15 e 30 metros  de diâmetro, um tamanho pequeno comparado a Júpiter, mas com velocidade suficiente para causar um aquecimento em uma temperatura de até 8 mil°C. Os pesquisadores acreditam que o impacto foi equivalente ao do meteorito Tunguska, que atingiu a Sibéria em 1908 e é considerado o maior meteorito que atingiu a Terra durante a humanidade moderna.

Esse tipo de impacto não é exatamente raro em Júpiter, já que o gigante gasoso, por conta de seu tamanho, atrai um grande número de asteroides, mas o clarão nem sempre é registrado aqui da terra. “Essa detecção indica que eventos de impacto semelhantes a Tunguska em Júpiter ocorrem aproximadamente uma vez por ano, duas a três ordens de magnitude mais frequentes que os impactos terrestres”, diz um trecho do estudo, que ainda não foi revisado.