Hubble flagra brilho fantasmagórico e fora do comum no espaço

Hubble flagra brilho fantasmagórico e fora do comum no espaço

22 de dezembro de 2022 0 Por Jonas Estefanski
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No dia 24 de abril de 1990 foi lançado o telescópio Hubble a bordo do ônibus espacial Discovery. Ele é um satélite astronômico artificial não tripulado que transporta um grande telescópio. Seu nome dado na década de 1980 foi uma homenagem a Edwin Hubble, por causa das descobertas revolucionárias que ele tinha feito, como por exemplo, a expansão do universo.

Mesmo tendo sido lançado há tempos, o Hubble fez e ainda faz muitas descobertas. Tanto é que recentemente o registro feito por esse telescópio deixou os cientistas sem palavras.

O registro feito por ele é como se alguém estivesse em uma sala escura, com as janelas fechadas, e de repente visse um brilho misterioso e fantasmagórico no ambiente todo com uma luz bem fraca. O Hubble viu um brilho parecido com isso em nosso sistema solar.

Registro do Hubble

Inovação tecnológica

Segundo os astrônomos, a luz vista é equivalente a dez vagalumes em um céu noturno. Então, para saber o que de fato era essa luz vista os cientistas analisaram 200 mil imagens dos arquivos do Hubble fazendo medições e investigando qualquer possibilidade de ser um brilho residual.

Através de edições de imagens eles conseguiram tirar a luz das estrelas, galáxias, planetas e um brilho fraco que é espalhado pela poeira interplanetária. Editando tudo isso eles conseguiram deixar somente o brilho fraco visto para que ele fosse analisado.

Mesmo assim, de acordo com o SciTech Daily, os cientistas ainda não conseguiram explicar o que esse brilho realmente é. No entanto, isso não quer dizer que eles não tenham algumas hipóteses.

Uma delas é que essa luz capturada pelo Hubble seja um reflexo da luz solar na poeira cósmica. No entanto, como esse brilho fantasmagórico é mais suave, eles acreditam que ele é, na realidade, outra coisa. O mais provável é que sua origem seja em algum cometa, já que eles são bolas de neve empoeiradas voando pelo espaço, e a poeira sai deles conforme o gelo vai sublimando com a luz do sol.

Brilho

Roda de cuia

Uma outra possibilidade pode ter a ver com a descoberta feita por outra equipe de astrônomos em 2021. Através dos dados da espaçonave New Horizons, da NASA, eles conseguiram medir o fundo do céu do espaço.
Além disso, a nave também detectou um brilho pequeno, mais fraco, em uma fonte de luz ainda mais longe do que a vista pelo Hubble.

Assim como o brilho captado pelo Hubble, esse também não tem sua origem conhecida. Por conta disso, eles acreditam que seja uma luz extra dentro do sistema solar. E como o brilho que o Hubble detectou é mais forte, eles supõem que sua origem seja de dentro do nosso sistema. Por isso, possibilidades de que ele seja de fonte externa são descartadas.

Mais registros

G1

Outro registro impressionante feito pelo Hubble foi uma imagem de uma estrutura espacial cintilante e colorida como novos dados sobre a história cósmica de uma estrela super gigante.

O registro foi publicado em conjunto com a Agência Espacial Europeia. Ele mostra a região da Nebulosa de Órion, lugar de formação de estrelas, que fica em volta do objeto Herbig-HaroHH 505, situado a cerca de mil anos-luz da Terra.

Segundo a NASA, essas são regiões de nebulosidade associadas com estrelas recém-nascidas. A formação delas acontece quando as estrelas expelem ventos estelares ou jatos de gás. Assim ele formam ondas de choque que colidem com gás e poeira com velocidades bastante altas.

“Esses ventos expelidos são visíveis como estruturas curvilíneas graciosas na parte superior e inferior desta imagem. Sua interação com o fluxo em grande escala de gás e poeira do núcleo da nebulosa os distorce em curvas sinuosas”, explicou a NASA.

Ainda de acordo com a NASA, a foto foi feita através de um instrumento do Hubble que pesquisa grandes áreas do espaço, mas que tem uma precisão de detalhes imensa. Os astrônomos foram quem fizeram o registro. Eles estudam quais são as propriedades desses fluxos de alta energia.

Fonte: Escola educaçãoG1

Imagens: Roda de cuiaInovação tecnológica, G1