Fenômeno luminoso elétrico ‘Medusa Vermelha’

Fenômeno luminoso elétrico ‘Medusa Vermelha’

3 de janeiro de 2022 0 Por eevaldo
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Fenômeno luminoso elétrico ‘Medusa Vermelha’

Crédito da imagem: Stephen Hummel

Devido a uma grande tempestade elétrica com relâmpagos vermelhos semelhantes a tentáculos foram capturados nos céus da maior parte do mundo, com uma forma que lembra muito a de uma fantástica medusa-água-viva.

O evento é decorrente de rajadas ultrarrápidas de eletricidade que se movem no espaço, de acordo com a Agência Espacial Europeia. Os raios vermelhos semelhantes a tentáculos são chamados de sprites. Eles são rajadas ultrarrápidas de eletricidade que estalam através das regiões superiores da atmosfera – entre 37 e 50 milhas no céu. Isso os coloca na Mesosfera, a camada mais fria da atmosfera do planeta Terra.

O raro fenômeno  dura apenas décimos de segundo e pode ser difícil de ver do solo, pois geralmente é obscurecido por nuvens de tempestade.

Crédito da imagem: Stephen Hummel

O cientista Stephen Hummel, um especialista em céus escuros do Observatório McDonald, capturou uma imagem espetacular de um desses sprites (imagem acima) em um cume no Monte Locke, no Texas.

As medusas-águas-vivas chamadas de sprites podem ser enormes, a fotografada por Hummel tinha “provavelmente cerca de 48 quilômetros de comprimento e altura”, disse ele. Alguns podem ser vistos a mais de 482 quilômetros de distância.

Os sprite ocorrem porque, quando um raio atinge o solo, ele tende a liberar energia elétrica positiva que precisa ser equilibrada por energia igual e com carga oposta em outras partes do céu.

Portanto, os sprites são as descargas elétricas que equilibram a equação. “Quanto mais poderosa a tempestade e mais relâmpagos ela produz, maior a probabilidade de produzir um sprite”, disse Hummel.

Quando um sprite acende, ele fica vermelho devido ao nitrogênio flutuando alto na atmosfera da Terra. O gás interage com a explosão de eletricidade e emite um brilho vermelho.

 

Os astronautas avistam um sprite de um raio vermelho sob a luz branca de uma tempestade ativa a bordo da Estação Espacial Internacional, em agosto de 2015.

NASA

 

Foi Davis Sentman, professor de física da Universidade do Alasca que propôs o nome “sprite” para esse tipo de fenômeno climático. Ele disse que o nome era “adequado para descrever sua aparência”, já que a palavra evoca a natureza fugaz e parecida com uma fada do relâmpago.

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