Estrutura encontrada no Egito com aproximadamente 1000 toneladas confunde pesquisadores do mundo todo

Estrutura encontrada no Egito com aproximadamente 1000 toneladas confunde pesquisadores do mundo todo

23 de julho de 2022 0 Por ucrhyan
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Uma enorme estrutura abandonada há milhares de anos nas pedreiras ao norte de Aswan. O Obelisco Inacabado, como é popularmente conhecido, continua gerando muitos enigmas sobre o antigo Egito.

Como o próprio nome indica, o obelisco nunca foi visto completo, pois aparentemente, quando estavam prestes a terminá-lo, uma enorme rachadura apareceu na estrutura de 40 metros de comprimento e mais de 1.000 toneladas. Isso fez com que o projeto não pudesse ser concluído, porém, suas dimensões colossais nos levam a nos perguntar, quais eram as verdadeiras capacidades arquitetônicas dos antigos egípcios?

Mistérios

Os obeliscos feitos pelos antigos egípcios sempre foram um grande tema de debate dentro da comunidade científica.

Isso porque eles levantam muitas questões que, atualmente, ainda não conseguimos resolver: como eles conseguiram esculpir um único bloco de tais dimensões? Que tecnologia eles usaram para transportá-los por centenas de quilômetros? E o mais importante… Como conseguiram levantar as estruturas colossais? Embora existam muitas teorias de que os obeliscos foram transportados por barcos no rio Nilo, é extremamente difícil explicar como eles fizeram os barcos suportarem o peso de várias toneladas.

Sem que a comunidade científica consiga explicar claramente como foi feito, é comum que também existam teorias alternativas que, embora a ciência não as aceite, também possuem certas bases que nos fazem duvidar da história canônica (contada oficialmente). A mais comum e popular está relacionada às hipóteses apresentadas por especialistas, como Erich von Däniken ou Zecharia Sitchin, só para citar alguns. Estes sugerem que, como as pirâmides, os obeliscos foram criados com tecnologia avançada dos antigos astronautas.

Origem do obelisco

A explicação tradicional da sua criação remonta à “Rainha Faraó”, Hatshepsut, da 18ª dinastia. Acredita-se que foi ela quem ordenou a sua construção, que teria sido levantada do solo se não tivesse rachado durante a sua construção. Especialistas sugerem que todo o processo de separação da rocha original, onde foi esculpida, foi realizado em uma pedreira ao norte da cidade de Aswan. Depois de tanto esforço e, talvez, anos de trabalho, os escultores tiveram que ver como apareciam enormes rachaduras que atravessavam toda a estrutura.

Os egiptólogos dizem que este é um exemplo claro da visão que os egípcios tinham sobre sua arquitetura, que não tinham medo de enfrentar grandes desafios arquitetônicos.

A estrutura colossal por si só desperta curiosidade sobre as técnicas, tecnologia e formas usadas pelos construtores no antigo Egito. As estruturas foram projetadas para impressionar com sua altura e durar para sempre; sua construção exigiu um extraordinário investimento em mão de obra, exigiu uma vasta implantação de engenharia; e estavam carregados de símbolos e mensagens religiosas e políticas.

A origem dos obeliscos egípcios é semelhante à das pirâmides; não por acaso eram coroados por uma pequena pirâmide chamada pelos egípcios de benben. Esta foi considerada uma representação estilizada da colina primitiva da mitologia egípcia, o monte que surgiu durante o nascimento do mundo e sobre o qual os deuses e os seres vivos foram criados quando ainda nada existia.

Com base nessa lenda desenvolvida na cidade de Heliópolis, o Sol era venerado e a pedra benben era cultuada desde o período Tinita (3065-2686 aC). Infelizmente, e como aconteceu com muitas outras estruturas e artefatos egípcios, vários obeliscos acabaram como adornos em parques e praças em Roma, Londres, Paris, Nova York ou Istambul, distantes de seu local de origem.

Por fim, não podemos deixar de lado grandes dúvidas, por exemplo, como é possível que um povo, milhares de anos “mais atrasado” tecnologicamente que o nosso, tenha alcançado feitos arquitetônicos que, mesmo neste momento, nos é difícil replicar?