A dúvida é uma condição psicológica

A dúvida é uma condição psicológica

29 de maio de 2018 0 Por eevaldo
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A dúvida é uma condição psicológica

Dúvida vem de “duvidar”

Toda hesitação entre opiniões diversas ou várias possibilidades de ação é dúvida.
Dúvida é a a incerteza em confirmar ou negar um julgamento ou a realidade de um fato.
“A dúvida é uma condição psicológica ou sentimento caracterizado pela ausência de certeza, convicção quanto a uma ideia, fato, ação, asserção ou decisão.” (Wikipedia)

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Dúvida é motivadora do Método Científico: é a dúvida que faz com que, em vez de aceitar teorias científicas já existentes e aceitas, proponham-se novas experiências para confirmar se as teorias tradicionais continuam válidas.

duvida cientifica

A tira brinca com uma ideia relevante para as Ciências, a de que o mundo não é movido por certezas, mais por dúvidas. Em outros termos, o objetivo da pesquisa científica pode ser a resposta para um problema, mais é a dúvida que determinará a busca do entendimento. Com base nessa ideia, interprete a tira. Fonte

Dois dos três passos da experiência filosófica são sintetizados pela dúvida : “estranhamento” e “questionamento”. O terceiro: a “busca pela resposta”. É bom ressaltar que nem todo tipo de dúvida é filosófico.

duvida

“A dúvida é o princípio da sabedoria.” __Aristóteles

A base do agnosticismo vem da dúvida, do duvidar de que deuses ou divindades existam. Questiona as escrituras religiosas, supostamente inspiradas pelas divindades. A dúvida reflete o desacreditar de um conjunto de crenças. Por esse motivo, em muitas religiões, a dúvida é explicitamente combatida, sendo esperada total credulidade sem nenhum grau de hesitação por parte do adepto. Desta forma vem o entendimento do conceito de dogma, uma afirmação absoluta que jamais deve ser questionada ou colocada em dúvida.

A dúvida é o contrário da certeza. Duvidar é pensar, mas sem estar seguro da verdade do que se pensa.

Os céticos fazem da dúvida o estado último do pensamento. Os dogmáticos, quase sempre, uma condição prévia. Assim acontece com Descartes: a sua dúvida metódica e hiperbólica (quer dizer, exagerada: ele toma como falso tudo aquilo que sabe ser duvidoso) não é mais do que um momento provisório, na sua procura da certeza.

Descartes sai dela através do cogito, que não é duvidoso, e de Deus, que não é enganador. Mas o seu Deus é duvidoso, diga ele o que disser, e nada impede que o cogito seja enganador. Assim a dúvida renasce sempre. Não se sai dela senão pelo sono ou pela ação.

[André Comte-Sponville. Dictionnaire philosophique. Paris: PUF, 2001, Verbete “Doute”]

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