Derretimento da maior camada de gelo da Terra pode elevar o nível do mar de modo trágico

Derretimento da maior camada de gelo da Terra pode elevar o nível do mar de modo trágico

19 de agosto de 2022 0 Por ucrhyan
Compartilhar:

Novo estudo aponta que o tempo está se esgotando para prevenir uma catástrofe planetária

Um novo estudo aponta que o tempo pode estar se esgotando para proteger a maior camada de gelo do mundo, situada na Antártida. As mudanças climáticas podem levar ao seu derretimento, resultando em consequências potencialmente trágicas para o planeta. Cientistas estimam que o fenômeno seria capaz de elevar o nível do mar em até 5 metros, ameaçando cidades costeiras.

“Gigante adormecido”

Publicado na revista Nature, o estudo sugere que ainda há tempo para prevenir uma catástrofe. Se as emissões de gases de efeito estufa forem drasticamente reduzidas e apenas um pequeno aumento no aquecimento global for registrado, os pesquisadores preveem que o derretimento do manto de gelo da Antártida Oriental não aumentará o nível do mar neste século. Mas os cientistas alertam que, se os países não cumprirem as metas do Acordo Climático de Paris, corremos o risco de despertar um “gigante adormecido”.

Manto de gelo da Antártida Oriental (Imagem: Nerilie Abram/ANU/Divulgação)

Para evitar o pior cenário, seria necessário limitar as temperaturas globais “bem abaixo” dos 2 °C em relação aos níveis pré-industriais, como determina o Acordo. Caso a meta se cumpra, o derretimento do manto de gelo da Antártida Oriental adicionaria menos de meio metro ao aumento do nível do mar até o ano 2500. Mas, se a meta não for atingida, o nível do mar pode subir em até cinco metros no mesmo período de tempo.

“Atingir e fortalecer nossos compromissos com o Acordo de Paris não apenas protegeria a maior camada de gelo do mundo, mas também retardaria o derretimento de outras grandes camadas de gelo, como a Groenlândia e a Antártida Ocidental, que são mais vulneráveis ao aquecimento global”, disse Nerilie Abram, professora da Universidade Nacional Australiana e coautora do estudo.

FONTES

UNIVERSIDADE NACIONAL AUSTRALIANA, VIA EUREKALERT

IMAGENS

ISTOCK