ASTRÔNOMOS ENCONTRAM ESTRUTURA ENTERRADA NO INTERIOR DA LUA

ASTRÔNOMOS ENCONTRAM ESTRUTURA ENTERRADA NO INTERIOR DA LUA

5 de setembro de 2019 0 Por Jonas Estefanski
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A Lua é o lar de uma das maiores crateras de impacto conhecidas no Sistema Solar. Com 2.500 quilômetros de extensão, a Bacia do Sul-Aitken no lado oposto da Lua cobre quase um quarto da superfície lunar – e há algo enorme enterrado embaixo dela.

Região do bacia. (Créditos: NASA)

Não podemos ver daqui na Terra, mas leituras detalhadas feitas usando orbitadores lunares indicam que há algo enorme o suficiente sob essa cratera para causar uma anomalia gravitacional significativa.

A anomalia foi descoberta em dois conjuntos de dados. O primeiro foi da missão GRAIL da NASA, um par de espaçonaves em órbita que mapeou o campo gravitacional da Lua em 2011 e 2012 para tentar lançar alguma ideia sobre sua estrutura interior. Esses dados já haviam indicado uma anomalia gravitacional, e que a bacia tinha densidade acima da média em comparação com o resto da superfície lunar – a equipe atribuiu isso à sua composição de superfície rica em ferro.

Mas quando os pesquisadores compararam essas descobertas com os dados de topografia lunar coletados pelo Lunar Reconnaissance Orbiter da NASA, os resultados mostraram outra coisa: uma massa de cerca de 2,18 quintilhões de quilos, estendendo-se por mais de 300 quilômetros abaixo da superfície.

A equipe fez simulações de computador para explicar a anomalia. É possível que um asteroide atingiu a região há cerca de 4 bilhões de anos. “Uma das explicações dessa massa extra”, disse James, “é que o metal do asteroide que formou esta cratera ainda está embutido no manto da Lua”.

Qualquer que seja a explicação, a massa revela algumas coisas interessantes sobre o interior da Lua. Por exemplo, sabemos que não é fundido o suficiente para a massa afundar no centro. Se a massa for de aproximadamente o mesmo tempo que o impacto que fez a bacia, isso implica um limite superior de temperatura de cerca de 1.480°C para a segunda metade da vida da Lua, consistente com estimativas baseadas em sismologia.

O interesse na Bacia do Pólo Sul-Aitken de várias agências espaciais é devido ao quão especial é. A região pode ser usada tanto para entender a composição interior da Lua como para estudar sua história. É também o melhor laboratório para estudar como seria um impacto catastrófico na superfície de um planeta rochoso. [ScienceAlert]

 

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