Alerta vermelho: sons de estrelas massivas alertam quando estão prestes a se tornar uma supernova

Alerta vermelho: sons de estrelas massivas alertam quando estão prestes a se tornar uma supernova

15 de outubro de 2022 0 Por Jonas Estefanski
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Traduzido por Julio Batista
Original de Royal Astronomical Society

Astrônomos da Universidade John Moores de Liverpool e da Universidade de Montpellier desenvolveram um sistema de ‘alerta precoce’ para soar quando uma estrela massiva está prestes a terminar sua vida em uma explosão de supernova. O trabalho foi publicado em Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Neste novo estudo, os pesquisadores determinaram que estrelas massivas (tipicamente entre 8 e 20 massas solares) na última fase de suas vidas, a chamada fase ‘supergigante vermelha’, de repente se tornarão cerca de cem vezes mais fracas em luz visível no últimos meses antes de morrer. Esse escurecimento é causado por um acúmulo repentino de material ao redor da estrela, que obscurece sua luz.

Até agora, não se sabia quanto tempo a estrela levava para acumular esse material. Agora, pela primeira vez, os pesquisadores simularam como as supergigantes vermelhas podem parecer quando estão inseridas nesses ‘casulos’ pré-explosão.

Arquivos antigos de telescópios mostram que existem imagens de estrelas que explodiram cerca de um ano depois que a imagem foi tirada. As estrelas aparecem normais nestas imagens, o que significa que ainda não podem ter construído o casulo circunstelar teórico. Isso sugere que o casulo é montado em menos de um ano, o que é considerado extremamente rápido.

Benjamin Davies, da Universidade John Moores de Liverpool, e principal autor do paper, disse:

“O material denso obscurece quase completamente a estrela, tornando-a 100 vezes mais fraca na parte visível do espectro. Isso significa que, no dia anterior à explosão da estrela, você provavelmente não seria capaz de ver que ela estava lá.”

Davies acrescentou:

“Até agora, só conseguimos obter observações detalhadas de supernovas horas depois que elas já aconteceram. Com este sistema de alerta antecipado, podemos nos preparar para observá-las em tempo real, para apontar os melhores telescópios do mundo. nas estrelas precursoras, e vê-las sendo literalmente despedaçadas diante de nossos olhos.”