Médico mostra vídeo e dados que a indústria esconde de você sobre o macarrão instantâneo

Médico mostra vídeo e dados que a indústria esconde de você sobre o macarrão instantâneo

14 de março de 2019 0 Por Jonas Estefanski
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Um prato de macarrão instantâneo fica pronto em poucos minutos e ajuda àqueles que não possuem muito tempo ou dinheiro na hora de fazer uma refeição – mas, seria ele uma opção minimamente saudável?

 

Apesar de ser um prato muito popular, um experimento realizado pelo renomado Dr. Braden Kuo, médico gastroenterologista do Hospital Geral de Massachusetts, EUA, mostrou o que acontece dentro do estômago de uma pessoa que consome macarrão instantâneo. Assustador é o menor dos adjetivos a ser usado na descoberta!

 

Os resultados impressionaram o médico. Nas imagens, é possível ver como o macarrão reage quando entra em contato com o suco gástrico do estômago, formado pelo ácido clorídrico – altamente corrosivo e de baixíssimo pH – que é responsável por “dissolver” em um curto prazo todo o alimento que ingerimos.

Dr. Braden Kuo, médico gastroenterologista, mostrando sua pesquisa com macarrão instantâneo. Foto: Divulgação

Mesmo depois de duas horas dentro do estômago, a maior parte do macarrão se mantém intacta, com a mesma forma de quando entrou pela boca. Algo absolutamente impensável.

 

Para fazer uma comparação, o vídeo mostra ao mesmo tempo, como um macarrão normal é digerido. A questão é alarmante devido ao esforço que a digestão do alimento requer. Isso pode aumentar a atividade do estômago e desencadear uma tensão desnecessária no órgão.

Mesmo após 2 horas no estômago, o macarrão estava intacto.

Esse processo também afeta a absorção de nutrientes no corpo, mas, no caso do macarrão instantâneo, não existem nutrientes saudáveis para serem absorvidos. Na verdade, ele possui uma lista de aditivos artificiais que podem ser nocivos ao corpo, como o terc-butil-hidroquinona, também chamado abreviadamente de TBHQ. Por mais que o TBHQ seja eliminado naturalmente pelo corpo, o consumo excessivo de macarrão instantâneo pode causar exposição prolongada a esse composto. Veja o vídeo abaixo:

Segundo o Environmental Working Group (EWG), especializado em estudos do efeito do TBHQ, os problemas deste composto afetam o fígado e o sistema reprodutor. Consumir macarrão instantâneo algumas vezes não é fatal, mas se você fizer isso constantemente, os riscos podem aparecer com o tempo – especialmente adolescentes que costumam consumir o produto várias vezes por semana.

Qual o problema em demorar tanto para digerir?

Isso provoca uma pressão sobre o seu sistema digestivo que é forçado a trabalhar muito mais para quebrar o “alimento” processado – e o estômago, por consequência, produz muito mais ácido para tentar quebrar o “composto alimentar”.

 

O mais irônico é que, a maioria dos alimentos processados é assim chamado porque passam por processos industriais inúmeros, ficando praticamente desprovidos de fibras, sendo quebrados mais rapidamente, elevando abruptamente os níveis de açúcar no sangue e liberação de insulina.

O que é o terc-butil-hidroquinona?

Molécula da substância terc-butil-hidroquinona.

Segundo o portal MERCOLA – Take Controlo of Your Health, o tec-butil-hidroquinona (TBHQ) é um composto tóxico derivado da hidroquinona.

 

Para quem não está reconhecendo, a hidroquinona é uma substância muito usada na indústria de cosméticos e dermatologia para clarear a pele, mas vem sendo menos usada porque possui risco de provocar câncer quando absorvida pelo corpo, além disso, anteriormente, a hidroquinona era usada como revelador de fotos.

 

O TBHQ é um subproduto da indústria do petróleo, sendo frequentemente listado como antioxidante. É importante lembrar que um antioxidante de origem sintética não é o mesmo que dizer que é um antioxidante natural, que você encontra em sucos, no chá verde e em dezenas de fontes saudáveis. Esta substância química impede que as gorduras e óleos do macarrão instantâneo sofram oxidação – estendendo assim sua vida útil no supermercado e na prateleira da sua casa.

 

Este ingrediente é usado em diversos alimentos industriais – a lista é tão grande que não vamos descrevê-la aqui, mas vai dos empanados de frango da sua rede de fast food preferida até biscoitos recheados e pizzas congeladas. Além disso, pode ser encontrado também em cosméticos, perfumes, vernizes, produtos pesticidas para reduzir a evaporação e melhorar a estabilidade, entre centenas de outros.

O que órgãos internacionais dizem sobre este composto?

Entre a 19ª e 21ª reunião do Join FAO/WHO Expert Committee on Food Additives, foi dito que TBHQ é seguro para consumo humano em níveis que vão de 0-0,5mg / kg corporal (isso significaria que uma pessoa com peso médico de 70 kg, não deveria consumir mais do que 35 miligramas). No entanto, a comissão CODEX estipulou como limites máximos permitidos entre 100 e 400 mg por Kg corporal – um valor absolutamente maior que a comissão anterior.

 

A título de comparação, nos EUA, existem chicletes que ultrapassam esse limite e a Food and Drug Administration (órgão norte-americano com o mesmo poder que a ANVISA aqui no Brasil), afirmou que o TBHQ não ultrapasse 0,02% nos teores de óleos e gorduras de produtos industriais.

O que acontece se eu ultrapassar os limites de TBHQ?

Como visto acima, parece não haver uma concordância clara dos limites de consumo deste químico. O melhor, é não consumir nenhum miligrama deste composto. Fontes relatam que o consumo de 5 gramas pode ser letal e de acordo com o Dicionário de Aditivos Alimentadores de um Consumidor (A Consumer’s Dictionary of Food Additives), consumir 1 grama de TBHQ pode gerar sintomas como: náuseas e vômitos, zumbido nos ouvidos, delírio, sensação de sufocamento, entre outros.

 

Embora não há evidências que provem que o TBHQ seja um tóxico que permaneça em seu corpo (bioacumulação), sendo o organismo capaz de eliminá-lo – seu corpo pode estar sofrendo com danos com exposições prolongadas e em altas doses.

 

Environmental Working Group, com base em estudos em animais, citou os riscos à saúde associados à TBHQ: efeitos no fígado em baixas doses, mutação em células em teste in vitro, alterações bioquímicas mesmo em doses muito baixas e efeitos danosos reprodutivos em doses elevadas.

Outros dados e estudos 

Journal of Nutrition publicou um artigo mostrando que mulheres que consumiam macarrão instantâneo por apenas duas semanas tinham 68% mais riscos de desenvolver a chamada Síndrome Metabólica.

 

Síndrome Metabólica é um conjunto de sintomas e doenças que incluem: glicemia elevada mesmo em jejum, triglicérides elevados em jejum, baixos níveis do “bom colesterol”, pressão arterial elevada, e obesidade. Apenas três destes sintomas já aumentam significativamente suas chances de desenvolver diabetes e doenças cardiovasculares.

 

Em 2012, a Agência de Alimentos e Medicamentos da Coreia do Sul (KFDA) encontroubenzopireno (substância causadora de câncer) nas seis principais marcas de macarrão instantâneo fabricadas pela Nong Shim Company Ltd. Embora a KFDA afirmasse na época que a quantidade era muito pequena e não seria prejudicial, a empresa identificou os lotes e fez um recall antes do final de 2012, retirando do mercado as unidades.

E o glutamato?

O famoso e controverso glutamato monossódico está presente em praticamente todos os macarrões instantâneos (até o fechamento da reportagem, não encontramos uma marca que não possuísse na composição a substância). O glutamato monossódico é uma excitotoxina, ou seja, excita células nervosas a tal ponto que pode causar danos cerebrais variados, além de piorar a doença de Alzhimer, doença de Parkinson, doença de Lou Gehrig, entre outras.

 

Parte do problema encontra-se, segundo o Thruth Theory, no fato de que o ácido glutâmico está 78% livre após ser ingerido. Ele é um neurotransmissor presente em seu cérebro, sistema nervoso, olhos, pâncreas e outros órgãos. O corpo usa este neurotransmissor para iniciar algumas atividades importantes. Alguns estudos já relacionaram o glutamato monossódico como sendo “a droga perfeita para quem quer engordar” – por sua capacidade em excitar o cérebro a desejar mais comida.

Fontes de Referência Científica:

Fonte: TT / Mercola]

Fotos: Reprodução / TT ]